
Finalmente assisti Factory Girl. Para quem não sabe, é um filme que retrata a vida de Edie Sedgwick (Sienna Miller) no auge dos anos 60, tendo pano de fundo a Factory, ateliê de Andy Warhol (aquele artista.. pop art... campbels... lembrou?). Edie era uma rica modelo e atriz de vida problemática, que passou a ser musa de Warhol, teve caso com Bob Dylan e depois se afundou nas drogas.
Sou fã da Pop Art desde muito tempo, acho os trabalhos de Andy Warhol geniais dentro do contexto da época e ele tem um estilo incontestável. Sendo que nunca havia me interessado pela pessoa, apenas admirava o artista e achava ele realmente brilhante. Mas os grandes gênios da arte tem esse problema; nem sempre são grandes seres humanos. O filme nitidamente se posiciona contra ele e eu devo abstrair parte disso, mas não consigo negar que depois dessa 1 h e meia não continuo vendo Andy Warhol com os mesmos olhos. Por enquanto, ele para mim foi uma pessoa que entendia de arte, sabia das oportunidades do momento, comerciais e artísticas, mas não era uma pessoa que tinha conteúdo, que tivesse algo a ser dito.
Sienna Miller é absolutamente linda e consegue retratar Edie (principalmente no começo e no meio do filme) com uma energia e vivacidade de se tirar o chapéu. Muita gente gostaria de ser daquele jeito... ser espontânea, notada, icônica.
Que na vida de todo mundo pessoas vêm e vão, isso é fato. Mas no filmeé mostrado como se na vida do grande artista ele simplesmente usasse musas enquanto elas funcionam para ele. Depois que perdem o efeito são trocadas. Infelizmente, há vida por trás disso e foi nessa que Edie se deu mal. Filme de conteúdo, gostei.
Gostei ainda mais por "aparecer" Bob Dylan, tendo meio um paralelo a I'm Not There (Não Estou Lá), com meu eterno querido Heath Ledger, no qual ele justamente interpreta Bob Dylan na época que teve caso com a Edie.
Com certeza vão ser histórias que eu ainda vou procurar muito. Mas por hoje durmo apenas com essas referências coloridas, questionadoras e pesadas.
A verdadeira Edie Sedgwick

Obra do gênio sem alma

curiosidade: Natalie Portman e o diretor Mike Nichols iam fazer um filme sobre Edie e Warhol, mas acabaram mudando de ideia e fizeram Closer (outro amor meu).